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Informação e prevenção são estratégias adotadas pela Comissão Científica de Estudos para Prevenção e Controle de Doenças infectocontagiosas – CEPDIC/ UEZO

Por ASCOM
15/12/2020 14h25m



Foto: UEZO

Foto: UEZO

O cenário pandêmico verificado no início do ano letivo fez com que medidas emergenciais fossem rapidamente estabelecidas. Uma das estratégias adotadas pela Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO) foi a criação, em 05/03/2020, da Comissão Científica de Estudos para Prevenção e Controle de Doenças infectocontagiosas – CEPDIC, que tem como objetivo central estabelecer procedimentos internos que possam permitir o enfrentamento à disseminação do novo coronavírus pela comunidade universitária, contribuindo, inclusive, com informações fidedignas para a sociedade civil. Neste sentido, a informação permanente do perfil epidemiológico municipal, assim como a divulgação e análise das taxas de transmissão, incidência de indivíduos com COVID-19 e taxa de mortalidade com ênfase em nosso território (bairro de Campo Grande e adjacências), são fundamentais para que a coletividade acadêmica possa colocar em prática estratégias de proteção sanitária neste momento pandêmico.

A circulação da informação da situação de saúde da população é uma das estratégias mais eficazes no combate a processos de adoecimento. Assim sendo, a vigilância e interpretação dos dados epidemiológicos são importantes tanto para a reorientação da rotina universitária como na orientação pedagógica quanto às medidas simples de prevenção primária, que reforçam as orientações sugeridas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Estas últimas suscitaram a proposição de normativas internas a fim de garantir a segurança dos profissionais que necessitam dar continuidade a seu processo laboral nas instalações da universidade, bem como embasam as deliberações pela manutenção das atividades acadêmicas na modalidade remota.

A CEPDIC-UEZO atualmente é composta pelos Professores Doutores Jessica Manya Bittencourt Dias Vieira (Coordenadora), Flávia Lúcia Piffano Costa Pellegrino, Carmelinda Afonso e Fabio da Silva de Azevedo Fortes, profissionais da área da saúde que analisam os dados oficiais considerando o contexto universitário e, desta forma, colaboram não só com a produção de informações precisas sobre o andamento da pandemia, como também ao divulgar dados atualizados através da publicação mensal de relatórios epidemiológicos na página eletrônica da UEZO. O último, divulgado pela comissão em 27/11/2020, aponta que os “números indicam claramente que as ações devem ser contrárias às praticadas atualmente por prefeituras, destacando a Prefeitura da Cidade do RJ e Governo do Estado do RJ, que devem lançar mão do distanciamento social realizando uma reabertura econômica organizada e fiscalizada. Entretanto, não é observada esta atitude, o que já indica números crescentes de casos novos de contaminação, o que se reflete consequentemente em óbitos, já que esta doença é de extrema periculosidade”.

Este levantamento de dados correntes sobre a COVID-19 tem indicado um aumento significativo do número de casos com consequente elevação da taxa de óbitos, tanto no território nacional, como no municipal. Essa situação não é diferente para o Município do Rio de Janeiro que chega ao alarmante número de 148.684 casos, com alguns bairros em destaque, como, por exemplo, Campo Grande, que já contava com 5.446 casos em 10/12/2020. Vale destacar que a UEZO tem sua sede no bairro, o que torna ainda mais necessária a manutenção da suspensão das atividades acadêmicas presenciais de forma a proteger os usuários e frequentadores do campus, visando primordialmente a saúde de todos e evitando a transmissão do novo coronavírus, o que compreende parte da estratégia de prevenção primária, a qual beneficia tanto a comunidade universitária como a sociedade em geral.

Neste contexto, a CEPDIC reforça as medidas propostas pela OMS, assim como a continuidade da suspensão das aulas presenciais, e, sobretudo, enfatiza a importância do acompanhamento sistemático das taxas de mortalidade e de transmissão do Município do RJ, assim como da disponibilização de leitos de UTI no sistema público de saúde.

“Assim, diante desta situação, e de toda a análise científica realizada, cabe a UEZO manter as ações para a preservação e manutenção da saúde de seus funcionários e discentes, que ao aumentarem sua exposição ao vírus no cenário atual, invariavelmente irão tender ao adoecimento, e poderão infelizmente prosseguir para consequências ainda mais trágicas. Neste cenário, assumindo o risco de voltar às suas atividades presenciais, mesmo com protocolos e ações, a UEZO estaria corroborando para a piora desta situação, uma vez que este problema de Saúde Pública está se agravando, e que infelizmente está distante de uma resolução final, tendo em vista as atitudes tomadas em todas as esferas sociais e governamentais”, afirma Jessica Manya Bittencourt Dias Vieira, através da Comissão e dos dados obtidos no Relatório Epidemiológico CEPDIC, de novembro de 2020.




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